Eu o Daniel Crazy e o Carlos Ribeiro saímos de Porto Alegre para encontrar com o Jay Alves que vinha de Belo Horizonte e o Renato de Souza que estava em Curitiba, para depois encontrar com a equipe internacional da Converse Skateboarding: Ethan Fowler, Sammy Baca, Anthony Pappalardo, Raymond Molinar e Nick Trapasso. O ponto de encontro entre gringos e brasileiros foi no aeroporto de Guarulhos, as 09 horas da manhã.

Os americanos passaram pela alfândega brasileira ilesos, sem problema e sem gripe. Por volta das 11 horas da manhã, estávamos todos integrados dentro de duas vans e prontos para para o que nos aguardava. Logo que chegamos ao hotel, a equipe se separou e cada um foi para o seu respectivo quarto colocar a bagagem em ordem e relaxar. Após algumas horas de descanso, todos se reuniram e saímos para apresentar a cidade de São Paulo aos gringos.

Como foi a primeira vez que a equipe gringa vinha ao Brasil, o clima estava um pouco diferente, faltou um pouco de emoção e ação no ínicio, as pessoas estavam um pouco restritas e caladas. Foi aí que o Naroga decidiu levar- nos a uma pista coberta, e logo que chagamos, as coisas começarão a mudar. Parecia que todos estavam mais descontraídos, falando a mesma língua – SKATEBOARDING! Todo mundo estava andando, dando risadas e se divertindo, pensei na hora – incrível. A partir de então, as pessoas estavam dando gargalhadas, havia mais interação e foi onde a Tour realmente começou.

Depois da sessão, Nick Trapasso começou a tocar violão ( no meu ponto de vista ele estava só aprendendo ), Raymond Molinar também tocou um pouco.. acho que de tanto eles viajarem juntos, seus hobbyes começaram a serem os mesmos. Outra coisa que não pude deixar de perceber, foi que 4 dos 6 americanos da CONS estavam com máquinas fotográficas POLAROID registrando todos os momentos.

Foi interessante para mim como skatista e fotógrafo profissional poder conversar com skatistas profissionais e que támbem são fotógrafos amadores. Acho que quando você viaja em equipe e estas começam a se tornar rotina, as pessoas tendem a procurar algo que as façam se desligar do cotidiano, buscando algo para relaxar de alguma forma. Durante esta Tour, a música e a fotografia foram a fórmula que os skatistas americanos acharão para manter a estabilidade mental, não que alguem estivesse desequilibrado, mas entre a música e a fotografia eles achavam um momento de paz e esqueciam da rotina.

Os brasileiros já estavam se sentindo em casa ( totalmente á vontade com a equipe americana ) e ao invez de retornar ao hotel ( pois não tinhamos mais nenhuma parada obrigatória ), decidimos aproveitar a boa vontade do nosso motorista e fomos procurar alguns Street Spots ( lugares apropriados para andar na rua ) para uma session, foi bem divertido.

Eu me lembro que quando o motorista me pediu as direções para onde, ir eu lhe disse: “Vamos nos perder na cidade, pois estamos procurando algo diferente e não adianta eu explicar para você, pois não tem explicação”, ele começou a rir e seguiu á diante. A euforia era grande, todos estavam muito empolgados pelo fato de estarem ali reunidos e fazendo exatamente o que amam.O tempo foi passando e derrepente o Biano Bianchin, lá do último banco deu um grito para o motorista: “alí, alí” e todos começaram a gritar: “HEEEEEE, ( Créuuuuu! ).. achamos um lugar”.

Foi bom sentir a energia destas pessoas que estavam reunidas com apenas um pesamento, que era andar de skate e se divertir, foi fantástico. Na hora um encentivava o outro e esta sintonia que ajuda a criar um ambiente favorável, gritaria total quando alguém acertava uma boa manobra. Nesta noite consegui boas fotos e mais além decidimos dispensar o motorista e pegar o metrô ( uma ótima forma de achar lugares diferentes para andar de skate! ).

Um fato bem legal foi que além dos skateboarders brasileiros e americanos estarem juntos, o pessoal do marketing da CONS Brasil, Diego Sarmento, Andres São e Frederico Naroga ( supervisor da Converse Skateboard no Brasil ), trouxeram um pouco mais de euforia ao momento. Uma das fotos mais legais foi dentro do metrô, do Naroga segurando uma caixa de som portátil ( ligada ) e as pessoas no vagão do trem olhando, sem entender nada.. doidos!

CONTINUA..